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Mostrando postagens de Julho, 2011

Vida-limão

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Vida-limão             Por certos acontecimentos ou falta de acontecimentos na vida, esta se torna azeda. Mas hoje eu estava percebendo, que em meio a essa chuva transbordante, vento cortante e a dor de cabeça que acordei, havia um Sol que nasceu triunfante e um calor gostoso. Cara, melhor de tudo é um calor que supera o frio e a umidade. Acho que os europeus entendem mais disso. Contudo eu estava observando e vi que meu pé de limão estava carregado, e logo fui e desfrutei de dois frutos, o que para mim não é azedo, mas tem um gosto agradável. É que minha vida talvez tenha algo de limão.          Antes que tu penses que eu gosto de caipirinha, falo que não bebo álcool, não mais. Acho que o azedo da vida tem de ser puro, e por eu estar acostumado já com essas provações e expiações, faço do azedo o melhor dos gostos. Mas cedo minha mãe viu na rua um bêbado, e ele estava caindo, perdeu acho que até seu chinelo. Isso em meio do frio, onde outros usufruíam de seu “cobertor de orelha”, o

Silêncio e discurso

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A essência das pessoas revelada no discurso             Um discurso mantém um diálogo. O que é essa troca que eleva os interlocutores até o céu? Parece que a essência é que se revela na palavra, quando a aparência usa pelo contrário, de muitas máscaras. Então, o mesmo homem que do lado de fora de uma igreja fuma, ao entrar joga seu cigarro e veste a máscara correspondente. Outra pessoa muda de roupa, uma esposa agrada seu marido com uma lingerie, um policial veste seu armamento, um advogado seu terno. A aparência é um discurso que vai além, que não precisa de palavras, e é seu silêncio que se revela poderoso. A banalidade por outro lado se mescla ao coitadismo quando vemos nas pessoas se queixando de mil problemas que ampliam pelo seu pessimismo corriqueiro. Mas o que observamos em um grupo de pessoas que conversam?             De um lado e em cada célula formada por cada estilo, vemos diálogos correspondentes a personalidades e arquétipos, tipos mesmo de pessoas. Primeiro se come

Ser rejeitado

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Ser rejeitado             Ser rejeitado é quase que uma regra para quem é diferente. Seja feio, bonito, gênio, esquisito ou outra coisa, fica difícil não perceber a relação diferenciada a que se é tratado sob certas condições. Há vários gênios que conheço, e eu mesmo sou um príncipe dos filósofos, mas não somos reconhecidos, e pelo contrário, rejeitados, tidos como loucos, desocupados, sem nada para fazer de melhor. Homens como nós foram fundadores da sociedade moderna, idealizadores do universo, da física, de toda uma gama de compreensões. Não fossem uns estranhos que nem nós, o mundo não teria graça, viveria ainda caçando com lanças os animais de seu menu instintivo. Por quê somos rejeitados?          Acho primeiro que isso ocorre porque somos tidos como feios (eu me acho bonito...). Acho que a aparência se reveste de uma reação intuitiva do outro ser, culminando em um juízo de valor. Nem sempre isso é positivo e os equívocos se multiplicam e muito se é perdido de bom. As relaçõe