Feliz pela liberdade

Feliz pela liberdade



            Vejo-me feliz pela liberdade de escolher o curso de minha vida, minha crença principalmente. Mesmo com essa garantia assegurada pela Constituição Federal, muitos ainda vivem em dúvida sobre qual a espiritualidade que mais se enquadra em sua verdadeira natureza. Mas a família e a religião que trazemos pela tradição fazem parte de nossa vida, e isso é de difícil mudança, não sendo possível muitas vezes. Após isso, surge a felicidade. Parece que grande parte das pessoas vive em uma crença não praticante, quase ateísmo. Também a maioria tem base cristã. E é sobre isso que andei refletindo ultimamente: onde é a minha morada? - já que no Reino de Deus existem muitas moradas.
            Experiência cativante sempre tive com as doutrinas orientais, mas sem perder a linha cristã, como o Martinismo, que me cativou, apesar de na época minha grande influência Católica, tenho meu rosário e uso às vezes, ia a missa nas quartas-feiras e admirava Maria. Por isso do meu nome. Mas a sintonia e felicidade com relação ao místico, a cabala e ao sentido mais profundo das escrituras, da Bíblia, fez com que eu me afastasse não só da religião que professava já por influência da família, bem como de qualquer religião, pela sua visão altamente moral dos textos sagrados, o que para mim  é muito bom, mas incompleto. A Rosacruz AMORC também me envolveu com grande luz, uma lâmpada para que muitos vejam a verdade, e achei o melhor caminho que tracei e ainda traço até o momento. Sociedades Iniciáticas sempre atraíram um grupo muito seleto e parece que somos solitários, ou não temos relações pessoais, quando na verdade o que mais há são as relações de palestras, seminários e encontros. É o caminho que me deixa feliz por conciliar oriente e ocidente, paganismo e cristianismo, o que estudantes mais ortodoxos das Escrituras não apoiariam nessa conduta.
            Estou planejando e complementando uma obra de comentário a Bíblia, especialmente aos livros de Gênesis e Apocalipse, usando de fontes como Cabala, místicos cristãos, Talmude e outras. Não posso me afastar do hinduísmo, budismo e zoroastrismo, entre outros, que para mim não são obras do demônio, nem de Lúcifer, mas em grande parte se encontram em sintonia com a Bíblia e Espírito Santo. O livro sagrado sem a chave da cabala para mim é incompleto, e em nenhuma religião ou seita encontrei essa inclusão, a não ser no judaísmo, onde seria uma mudança mais drástica para mim, e no Martinismo e Rosacrucianismo, onde o acesso e a exigência são menores aparentemente, mas que possibilita esse estudo com mais liberdade. Estou feliz por exercer minha liberdade.
            Vejo pessoas que encontram a felicidade e sua transformação, renovação e verdadeira bênção, em vários caminhos espirituais, como o espiritismo, a seicho-no-iê, o budismo, os evangélicos, e mesmo no catolicismo há muita coisa nova, encontro de jovens, retiros etc. A escolha deve ser possibilitada e vejo muita gente infeliz pela sua influência familiar não possibilitar essa escolha de religião, que é um processo que faz parte da adolescência, uma das escolhas que são chaves no desenvolvimento da personalidade. Nem tudo na religião e no cristianismo é felicidade e facilidade, pois é uma porta estreita, um caminho que exige pegar uma cruz, mas a recompensa é muita alegria.
            Fiquei muito feliz na terça-feira por estar em grande sintonia com amigas em uma loja de produtos orientais e terapia (TAO), onde tive a minha sessão de shiatsu e conversei muito, fui bem acolhido em um ambiente de seguidores da seicho-no-iê. Senti-me em família, tamanha era a sintonia e vibração com aquelas pessoas, que pode me encaminhar nesse sentido. Farei ano que vem um curso de parapsicologia e convidarei pessoas especiais para a turma, quero daí fundar uma comunidade em meu município e região de grande alegria e plena saúde. Mas o que possibilitou isso foi a liberdade, não o fundamentalismo ou ortodoxia.
            Mas ontem estive em uma célula evangélica, de estudo bíblico, e muito bem lá também. Acredito que a interpretação moral de textos não me cative por si só, mas o aconchego das pessoas já me foi bem elogiado. Aprendi algumas coisas e fiquei orando em grande sintonia, apesar dos poucos integrantes. Voltarei a freqüentar essa célula e isso será de auxílio a minha obra futura sobre a Bíblia, e também por admirar a pregação de Manolo e Marcelo. Apenas terei de conciliar ou alternar com o ambiente da seicho-no-iê que tem reuniões na mesma quinta-feira.
A felicidade para mim é a liberdade, é poder escolher uma ou outra, pois até hoje não me vi afastado do cristianismo em nenhum caminho que tracei. O que me entristeceria e deixaria aprisionado no coração é o dogma, a obrigação de ter uma visão estreita de algum tema, bem como um moralismo que vai de encontro a progressos científicos e que não se configura esse progresso um mal, desde que não vá contra O Justo. Estava lendo sobre Noé, e ele é chamado de “o justo” na Bíblia. Tanto é que não somos descendentes diretos de Adão, mas somos de Noé. Em Sodoma e Gomorra ficaram os corrompidos, aqueles que seguiram sua “má inclinação”(ietzer hará em hebraico) e os perversos (rasha). Isso porque não tinham mais consigo Shekiná, a presença de Deus e do Espírito Santo, mas estavam inclinados para “o outro lado”, as conchas contra as emanações Dele na árvore da vida cabalística. Essa era a descendência de Adão, Sodoma e Gomorra, do pecado, em maior parte. A arca foi a aliança, e o arco-íris seu sinal, em Noé. A descendência assim foi de justos (tsadik), pois seguiam a lei de Deus.  Penso nesses justos a que se refere a cabala como os santos, pois ao termo justo seria melhor a palavra hebraica benoni. Já é uma concepção hassídica, de uma mística judaica, por alguns não bem vista. Mas mais centrada na cabala, que para mim é o meu sangue de fé, a minha liberdade. Houve uma arca na terra porque havia uma arca correspondente no céu, cuja água provém da mesma fonte celestial dos rios do Éden, de águas metafísicas. 
            Por fim, somos privilegiados por podermos usar de meditação oriental ao mesmo tempo em que instantes após estudamos a Bíblia, lembrando até do Alcorão ou Bagavad Gita em alguma passagens. Esse sou eu, e acho que alguns assim são, com meus mapas astrais, numerologias e outras ciências antigas. Me afastar de tais saberes é o mesmo que me colocar na fogueira, num calabouço ou torturar-me a confessar algum pecado mortal – é afastar-me do sentido da minha vida e do que realmente sou. A liberdade para mim é um remédio, uma bênção que estamos ainda bem ainda desfrutando, num tempo singular  vivemos. Que cada um encontre o seu caminho espiritual, sua morada, e seja feliz ou renuncie sua felicidade por um bem maior, mas que seja a sua vontade e natureza, a sua escolha. Por isso defendo que não podem os pais impor religião aos filhos, acho isso uma limitação ao seu desenvolvimento e independência. Liberté a todos.

Comentários

  1. Faça bom uso da sua liberdade Mariano. Mas os primeiros cristãos tinham a intrepidez de professar uma religião que lhes rendia a morte. Isto é muita convicção. Por vezes temos tanto liberdade e acabamos escolhendo as coisas erradas. Que o Espírito Santo, grande respeitador do livre-arbítrio, lhe ensine a fazer bom uso desta liberdade. Muito obrigado pela mensagem. Respeitosamente, CLÉVERSON ISRAEL MINIKOVSKY

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  2. é com grande alegria que recebo mais uma vez um comentário seu, amigo e irmão Cléverson.. apenas elucidando que parte desse artigo eu havia escrito ontem.. e que apenas tinha a função de mostrar novos caminhos para as pessoas.. e quinta que vem comparecerei a casa de Manolo.. mas na outra rei talvez em outro local.. o Espírito Santo nos guia.. sempre me guiou.. abraço, Deus esteja contigo

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