Tradição filosófica contemporânea


TRADIÇÃO FILOSÓFICA CONTEMPORÂNEA


O materialismo metodológico acaba sendo um superficialismo metodológico, uma calculadora primitiva.
Se analisarmos filósofos atuais, como Foucault, Deleuze, Sartre, Camus, Michel Onfray, Alan de Botton, Lucio Packter, e tantos outros, podemos ver bem claro um materialismo metodológico e um afastamento grande da metafísica, bem como quase sempre o ateísmo.
Vemos um tempo de desencanto e caótico também na filosofia. O erro é de se pegar um autor apenas e esquecer a tradição filosófica, anulando essa última em nome de alguma revolta que não é racional, mas apenas psicológica e refletindo os próprios conflitos do estudante de filosofia.
Por exemplo: entre gregos, o berço da filosofia ocidental, a metafísica ganhou grande importância. Vemos também em Hegel uma grande referência de idealismo moderno. Contudo influências como de Nietzsche, Camus, Bakunin, Marx, Proudhon e tantos outros matou em grande parte a dimensão espiritual, redimensionando a filosofia pára um campo mais científico.
Em especial o equívoco em se estudar Nietzsche como um filósofo que falava verdade é uma mentira a si mesmo. Primeiro que ele não tinha muito vínculo com dogmas, nem com materialismo, como o Marxismo. Segundo que não queria seguidores, mas sim espíritos livres. Terceiro que ele se dizia mais um psicólogo, que pregador de ideologias.
Não foi Nietzsche que matou Deus, mas sim a sociedade moderna, ou pós-moderna. A confusão vem de um pensador revelar o paradigma do seu tempo e por equívoco ser mal interpretado. Assim ainda é quando se liga o pensador polaco com o nazismo, sem saber que ele não gostava de antissemitas.
Não se pode falar em ateísmo em Nietzsche, mas no máximo um retorno ao paganismo, com seu Dioniso e com a cultura e arte gregas, tão admiradas pelo pensador. Mesmo sua influência por parte de Shopenhauer não deve ser esquecida, e filósofos contemporâneos

Atualmente quem faz algo parecido é a filosofia clínica, que em muito interfere na área terapêutica e de psicanálise, sem ser talvez preparada para tal.
Vemos que hoje há muitos historiadores de filosofia, não filósofos autênticos. Também que a ideia de Deus faz muitos temerem algo, e mesmo a espiritualidade e a mística se veem afastadas pela pressa da vida caótica e superficial, onde a tecnologia e a aparência são objetivos primordiais. Isso contaminou os filósofos, que buscam algum meio de ganhar dinheiro, inventando assim terapia alternativa e cosmovisão banal.
Descobrir que o mundo não é tão simples, que há uma falta de ordem aparente, não quer dizer que Deus não exista, apenas que Ele é ininteligível. Isso também não anula as obras de mestres espirituais e os milagres que vem ocorrendo diariamente, desafiando a cientistas e a todos os eruditos mais céticos.
Vemos que semelhante a arqueologia bíblica, onde há muitos ateus e céticos, acaba que com o tempo o ser humano se volta para um poder superior, mesmo que não seja exatamente o dos dogmas religiosos. Isso pode ocorrer também, com filósofos, a medida que aceitam a existência de uma alma ou princípio inteligente imaterial. 

Comentários

  1. Todos esses filósofos e pensadores que citou estão certos. Uns vivenciaram a espiritualidade por intuição. Outros sentiram-na tão forte que não souberam explicar. Perderam-se. Nos cabe, hoje, com maior informação explicar a espiritualidade abrindo assim o caminho. Quero esclarecer que não falo em espiritualidade como religião mas em termos de valores e obejetivos reais de progresso visando sempre o bem. Quanto a essa Força que rege o Universo é obvia a sua existência. Mas conhece-la só poderemos quando livres do corpo físico. Enquanto estamos nele temos que viver. Viver com amor e sabedoria.Viver plenamente.

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  2. Mariano Soltys: Gostei do seu comentário de que Nietzsche apenas expressou aquela mentalidade própria da sociedade de sua época. É por isso que o filósofo é sempre tão odiado: ele retrata com fidedignidade a feia imagem que cada um de nós somos. Ele nos desmascara. Ele é realista, demasiadamente realista. O que o filósofo teoriza é desprezado justamente por aqueles que há muito viviam exatamente aquilo que o filósofo apresente como proposta. No fundo, o dever ser já é o surrado modo de ser. Sempre há um lapso temporal entre o efetivo é o idealizado. Sentimos vergonha do que o filósofo escreve e deploramos seus pontos de vista porque ele exibe truísmos que gostaríamos de deixar subentendidos.CLÉVERSON ISRAEL MINIKOVSKY

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