Família e religião

Família e religião


Família e religião são temas correlatos, uma vez que da família que herdamos muitas de nossas crenças. Já a criança no seu período formativo da mentalidade, até 6 anos de idade, vê seus pais como deuses e senhores da verdade, e o contato com Deus e sua noção, seja por qual corrente religiosa, faz com que se encontre um forte apoio aos momentos difíceis da vida. A família é um aconchego material e a religião um aconchego espiritual.
A vibração mental vai colocar as pessoas naquilo que acreditam, e, em uma religião ou filosofia em comum. Possuímos o comum da crença cristã, e as doutrinas mais variadas, desde materialistas até espiritualistas, das xamânicas as científicas, estão se adaptando ao cristianismo.
Vemos assim a construção de uma família maior, que é a fraternidade entre as pessoas de diferentes culturas. A religião entre em seu conceito de religar, e cada vez mais as pessoas compreendem mais a diferença de entendimento e interpretação, hermenêutica, de modo que superam antigas cismas e divergências que não colaboravam com a evolução da humanidade. Hoje vemos pessoas que freqüentam diferentes religiões, mas estão com uma paz interior e convivem em paz com outra pessoas, e a tolerância religiosa é exemplo em países americanos.
A família está também, e constelação, e cada vez devemos perceber mais que o amor é o ponto comum de união, e que diferenças revelam formas especiais de demonstrar esse amor. A religião dá base especial a família, pois muito protege a sua manutenção, e muitas crenças advêm de uma união especial de anjos ou entidades, que trabalham em família.
Claro que a individualidade e sua noção de Deus sempre deve ser respeitada, o seu Deus do coração e entendimento. A família pode educar e encaminhar, mas nunca obrigar uma crença. A adolescência deverá ser o marco das crenças e filosofias da maioria das pessoas, de suas escolhas da vida. A liberdade de culto é direito assegurado pela Constituição podendo mesmo ser avocado por crianças contra seus pais.

A família sanguínea e importante, mas vemos que a família espiritual se torna a verdadeira família. Quando pessoas se encontram em laços de vibrações mentais compatíveis, em suas crenças mais profundas, assim se acabam unindo também em plano material para trabalhar em comum, como que em um laço telepático. O pensamento nos coloca onde a vontade é dirigida.
Vemos a importância da família na vida de Jesus, a influência de sua mãe e em Maria mesmo o arquétipo maternal de cuidado e amor mais sublime. Também em se chamar Deus de Pai se descobriu a filiação de cada um para com o divino, e a responsabilidade de ser co-autor na criação, que antes era outorgada a seres distantes ou muito sutis. Fazemos parte da família espiritual em uma senda evolutiva.
De certo modo um planeta habitado é uma grande família e almas ali residentes laboram em missão em comum, de modo que o padrão evolutivo de todas as nações e raças é meio semelhante, não se devendo separar por demais as formas de se entender a espiritualidade. Acima da religião está a espiritualidade, que é mesmo o que alimenta esse modus operandi que se torna a religião, seus ritos, práticas e credos.
No antigo Egito a família era religiosa, quando se tratava do clero, pois o mesmo era considerado divino. O sangue era divino. Nas monarquias de todos os tempos se tentou conservar um sangue divino em família. Talvez de forma grosseira se quis conservar o sangue espiritual que trafega nas veias de iluminados, que não nascem em única família, a não ser que venham da grande fraternidade branca, sua família no céu, que não tem nada em comum com a de sangue terrena. Por fim, uma pessoa faz veneno ou remédio de sua religião, e a árvore será conhecida pelos seus frutos, pois o amor é o diferencial, quando existe ou dá lugar ao ódio, que não sustenta a família, nem a fraternidade humana, grande família.  

Excerto de programa “Filosofia é liberdade”, apresentado junto a Cléverson Israel Minikovsky, na Rádio Liberdade FM; 87,9, de São Bento do Sul/SC, do dia 19 de Maio

Comentários

  1. Gostei muito dessa reflexão!
    Concordo plenamente!
    Um abraço!

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  2. A religião começa com o manismo que é o culto aos antepassados mortos. A obra de Fustel de Coulanges mostra isso. A religião é a ideologia da família e a família é a ideologia da religião. Continuemos comunicando, Mariano. CLÉVERSON ISRAEL MINIKOVSKY

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  3. BOA TARDE CLAUDIA..OBRIGADO E SEMPRE ESTEJA ME LENDO..E APENAS NAO FALEI NA REENCARNACAO DE PESSOAS NA MESMA FAMILIA.. E CLEVERSON..A OBRA CIDADE ANTIGA COUBE NO PROGRAMA.. E ESPECIAL ESSA TRAJETORIA. OBRIGADO TAMBEM..ESTEJAM SEMPRE PRESENTES

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