Dia "sei lá", engraçado

Dia “sei lá”, engraçado



            Hoje eu estava cansado, sei lá, sem rumo, e ajudava amigos a prestar conta de nosso projeto cultural de livro “Vida; motivos, degraus”, isso agora após esse feriado do dia dos namorados. O amor que parece cafona, sei lá, sentimento meio ambíguo, meio umbigo, bingo. Eu não sei se ano passado havia a Copa nessa época, aquele fiasco. Naquela época eu ganhei um presente de uma cliente apaixonada, uma camisa azul pirata da seleção, ainda com o “hexa” passado, e ainda de outra um ursinho, de amor meio virtual. Sei lá, esse ano foi muito estranho, agradeço pela feira do livro, que foi pelo menos uma homenagem para as letras que rabisco. Falamos para crianças no palco, senti-me “de volta para o futuro” de um maternal, tipo com aquele carro voador, tipo velho, ou de trem que voava, coisa dos anos 80.  Não sei se vendi livros, mas também ficava difícil concorrer com livros de tipo 1 real, 3 reais. Havia uns palhaços na rua, não os motoristas, mas palhaços mesmo, daqueles pintados e tudo. Foi uma semana legal.
         Domingo eu fui visitar meu avô, assisti Fórmula 1 e torci pelo Massa, naquele dilúvio que foi a corrida. Nem vi o final, meu avô dormia e roncava no meio da corrida, eu quase acelerava junto no ronco. Sei lá, esse foi meu feriado, tipo essa neura de contemplar hora o sol numa varanda, hora essa corrida aquática, noutra hora a Fabi que queria pular em mim. A Fabi é uma “pintcher” meio tagarela. Sabe que eu achei massa uma Bíblia que achei na casa de meu avô, ela tinha tipo aquelas palavras com ph, Job, Jeováh e coisas do tipo. Acho que aquela Bíblia que achei do meu avô ele ganhou de presente de um pastor luterano, mas parecia algo que está além de qualquer reforma ortográfica. E agente teimando com a nova ortografia, com essas geleias sem acentos. Isso me lembra do Geleia, daquele fantasma simpático dos Caça-Fantasmas (Gostbusters). Sei lá, o que me fez hoje lembrar dessas coisas da infância, dos anos 80, meio cafonas.
         Agora está me dando câimbra nos dedos do pé esquerdo, fico com vontade de me apoiar na parede. Quem tem o que tenho, sabe como é. É um lugar estranho para ter câimbras, no pé esquerdo, coisa tipo um lugar que não se alcança com facilidade. Hoje recebi um convite de Twiter e lembrei que esqueci da senha. Sei lá, por que agente inventa essas coisas pra falar da gente? Uma coisa que surgiu na guerra, essa rede de computadores, agora serve para um monte de maluco contar  cada passo de suas vidas, intimidades e até inventar coisas. Quem vai conferir se é verdade? Parece aquelas coisas tipo mitologia, épica. Hoje eu tava vendo filme  Odisséia, e que pra quem não sabe é daquele Homero, coisa meio grega, presente de grego. Há uns monstros, tipo daqueles filmes que não se mostra as criancinhas. Há aquele cara de um olho só, outro monstro do mar que engole a mastiga os marinheiros, cavalo de Tróia, e há umas ilhas cheias de mulheres que nunca viram homens na vida, o filme é um achado. Isso estimula a ler o livro. Sei lá, às vezes agente precisa assistir essas coisas tipo ridículas, ou filmes de terror, meio que desabafar na imaginação. Mas eu estava cansado, e com o frio que faz aqui em São Bento, é um programão encontrar um cobertor quente após dia de trabalho duro.
         Hoje não comi pinhão, acho que as vezes é bom, mas os últimos estavam meio com gosto de  mato, sei lá, alguns estavam bichados, eu quase que conversei com um deles. Nem sei o que ia falar. Talvez: está quentinho aí? Mas o bicho estaria cremado vivo... Não sei o que tem em um pinhão de carga nutritiva, e não vi nenhum com aquelas tabela de vitaminas, proteínas etc. Alguém já viu pinhão com aquela tabela? Acho que não. Mas fato é que semana passada troquei os pinhões torrados na chapa do fogão à lenha pela feira do livro, e estava muito bom, o pessoal deve ter comprado livros. Alguns olharam mais um mágico ilusionista se apresentando, mas isso “faz parte”. 
         Mas essas datas comerciais continuam ocorrendo, e mexendo com nosso bolso. Ninguém pensa, mas gastamos muito com coisas desnecessárias. Tipo “nada a ver”, essas coisas de dar presentes que imaginamos as pessoas gostarem. Legal seria se soubéssemos o que gostam, o que cada um deseja. O que dar a um avô em seu aniversário? Eu empurro meus livros, e assim divulgo um neto com qualidades. Mas fato é que se eu “twitasse” teria muito a escrever, mas prefiro ainda os livros. Quem não imagina que um monte desses twiters por aí não pode virar livro? Mas cada vez se inventa um novo site de relacionamento e as pessoas esquecem dos velhos. Quem lembra de um  ICQ? Ou mesmo de outros que surgiram por aí, para agente “bater papo”  pela net. Mas sei lá, esse dia dos namorados foi engraçado, e viajei a uma cidade vizinha para esse encontro de família. Minha pantufa estragou, está caindo fora a sola. Coisa meio estranha, vou comprar outro. Como não dura, não gasto muito nessas coisas. O melhor é andar dentro de casa com algo nos pés, pois perdi umas taxinhas pelo chão. Não raro alguém pode me ver pulando ao pisar numa delas, quando nesses dias homéricos me encontro em casa. Sei lá.
        

Comentários

  1. Mariano: você precisa cultivar mais este estilo de escrever. Ficou muito bom. É disso que o pessoal gosta. Ficou com a cadência dos existencialistas. Você precisa discorrer sobre temas filosóficos usando desta linguagem. Agora você acertou o tom. A estilística está perfeita. É um modo de escrever de quem está habituado com a escrita. O que lhe fez escrever assim foi a prática. Você está saindo das obras juvenis e partindo para a maturidade. Vá adiante meu amigo. Respeitosamente, CLÉVERSON ISRAEL MINIKOVSKY

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  2. Bom dia amigo!!!

    espero que vc esteja melhor da grepe
    quanto a mim.. esse estilo é mais jovem... fiz para parecer algo meio diário.. ficou legal.. espero publicar um dia essas coisas em um livro.. adorei, abraço

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