História da Filosofia e aporias teoricas

História da filosofia como aporias teóricas

A história da filosofia comete o erro de começar com os gregos, quando a filosofia já existia desde o oriente, e suas reflexões, ou até entre egípcios, mesmo que não havendo nome de filosofia, este criado por Pitágoras. Impróprio falar que não havia filosofia antes de Pitágoras.
Na verdade a aporia ou dificuldade maior é a relação entre o espírito e o corpo. Vemos que cada pessoa defende as ideias de acordo com seu temperamento, com suas experiências carnais e dificuldades nesse sentido. A vida emocional dos filósofos e sua crise fala por si só.
Vemos que a filosofia em sua história segue ciclos. Em um momento é idealista, noutro materialista,volta a outra forma de idealismo e depois a outra forma de materialismo, num ciclo. O empirismo não passa de um materialismo. Também de filosofia histórica, hegeliana, para anti-histórica, de Schopenhauer. Á uma filosofia onde a linguagem toma o centro e talvez surja uma do inefável.
Quase sempre o corpo é o pensador. E fazer história da filosofia é fazer história de corpos, das suas paixões e estímulos, ou falta de estímulos. Assim antes o filósofo devia ser um dançarino, no entender de Nietzsche. Movimentos mais leves gerariam pensamentos menos dogmáticos. A filosofia em muito virou uma linguística, uma língua especial, sua história pode ser a história das línguas. Kant teria criado termos especiais para a sua obra. Outros filósofos assim fizeram.
A história da filosofia é uma história filosófica. Devemos observar as regras éticas por trás desse véu de Isis. Ver que o pensamento humano evolui de acordo com o que está autorizado por deus a evoluir. Não dá passos além de suas pernas mentais. Assim a dificuldade aparente é superada quando as respostas surgem do Cósmico, quando as estrelas conversam, revelando seus saberes angelicais.
Vemos que a filosofia é uma história saturnina. Revela muito dos saberes do ancião, do velho pensamento, da experiência espiritual, reminiscência e herança genética. DNA imortal que evolui, que deseja pensar trazendo a herança estelar, na memória da eternidade. O mito do Senhor do tempo, do começo meio e fim da história, essa é a grande aporia, uma dialética com fim apenas no Todo.
Vemos as dificuldades pela não visão da totalidade. Isso talvez não fique na filosofia, não quando cada uma deseja ser dona da verdade. Sem a concepção da integração entre pensamentos e não desperdiçando a experiência teórica, vemos que a síntese pode mudar essa história. O pensamento oriental tem uma visão de síntese, e uma lógica de soma, não de exclusão. Assim uma coisa pode ser e não ser ao mesmo tempo.
As aporias são em muito a indecisão humana, que acompanha sua limitação materialista de consciência, coisa que vai mudar com percepção extrassensorial que aos poucos se desenvolve e com a certeza do mundo espiritual, de sua eternidade da alma e dos pensamentos que acompanham as Eras e suas estrelas regentes de cada momento histórico, cíclico.

(Excerto de programa de rádio Filosofia é Liberdade, apresentado junto a Cléverson Israel Minikovsky, aos sábados, ás 21:40, na rádio Comunitária Liberdade FM, 87,9)

Comentários

  1. Heráclito, retomado por Hegel, afirma que "a contradição move o mundo". O que precisa ficar claro é que para algo ser negado primeiro precisa ser afirmado. Quem bom, portanto, que de vez em quando há alguém que faz afirmações, das mais triviais às mais absurdas. Precisamos destes pontos de partida. Porque nada acontece dentro do virabrequim se não houver alguém que acione a ignição. CLÉVERSON ISRAEL MINIKOVSKY

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