Escrever é traduzir o próprio destino

Escrever é traduzir o próprio destino



         Hoje foi um sábado intenso, apesar de eu estar em casa e ainda haver um frio fora de época. Terminei um novo livro, Crítica da Razão Cibernética, que em coautoria com Cléverson e apoio de Patrick, está para ser um livro incrível, do pensamento do futuro. Também fiz algumas orações e um ritual teúrgico, a fim de afastar certa energia negativa que pela manhã talvez queria me assolar o espírito. Acompanhei somente ouvindo os detalhes da construção de local onde ficará meu novo escritório, e ainda pensei e até onde construo meu destino e até onde já está pronto, sendo uma obra de Deus? As águas do céu se abriram e me engoliram feito uma gigantesca baleia em alto mar.
         Assisti ainda um filme onde um escritor é procurado por um jovem editor e este primeiro estaria parado por anos, após viuvez. O filme é com Joshua Jackson, um ator que eu já tinha presenciado em outro filme, Sociedade Secreta, e Clairi Forlani, lindíssima, e ele dessa vez em um papel bem leve, no interior da Itália, com toda a cativante e nostálgica paisagem de flores amarelas e camponeses, ainda com músicas folclóricas italianas. Novamente pensei em até onde a paciência deve esperar para que as coisas aconteçam, e elas acontecem quando se menos espera. Quanto mais não se faz, mas as coisas são feitas pelo Cósmico, essa foi certa vez a lição de Lao Tsé. Fui muito influenciado pelo taoismo, e cada vez mais procuro um equilíbrio e a paz em todas as coisas que faço.
         Toda a coisa de ser escritor é cada vez mais legal. Acho que escrever faz minha alma se mostrar, meu coração, e isso cada vez mais está se revelando em falar. Mesmo em assuntos racionais vejo que em programa de rádio, Filosofia é liberdade, no sábado às 21:40. E ainda versos que recitei a uma mulher, por mensagens de celular. Mesmo em mensagens, acho que coisas belas não ficam mortas, mas que o ser humano é sempre o mesmo, e revela quem ele é, o perfume de sua alma. Mas escrever está cada vez mais importante porque para alguém que era muito fechado e tímido como eu, a porta se abre e a verdade vem à tona. E imaginar que muitos assuntos para mim foram uma confissão pela escrita... Toda a escrita é puro sentimento.
         Já meu décimo segundo livro. Antes eu havia terminado Sociedades Secretas e Ocultismo, que quase uma grande editora comprou os direitos autorais. Assim penso que já sou um vencedor, que é uma questão de tempo para o que Deus reservou para mim venha, seja um livro publicado ou a chance de uma mulher. Vale mais que tudo a arte, pois supera a minha pessoa, supera meu tempo, vai em linhas traduzindo a natureza e o infinito. Ainda tenho muito a aprender como escritor. Escrevo todos os dias, mas nem tudo coloco no papel, a não ser nas folhas da existência. Não sei se sou ainda o melhor, mas sei que estou me tornando alguém único. Mas sei que escrever é descrever o destino, é mais que colocar letras empilhadas em um lugar, mas é manifestar a humanidade que há em mim, traduzir minha alma, revelar o que apenas por esse meio alguém poderia descobrir, não pela minha aparência, nem corpo.
        

Comentários

  1. Glória a Deus, Mariano, nossa terceira grande parceria. Os livros que escrevi contigo foram todos excelentes, nosso sucesso será incomensurável. Um abraço filosófico deste imortal para vós outro igualmente imortal. CLÉVERSON ISRAEL MINIKOVSKY

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  2. Sua parte ficou excelente, Soltys. Parabéns, parabéns, parabéns! Meu filho é homem. Teremos mais um filósofo para o time. Nosso obra ficou perfeita. A Sônia fez ultrassom sexta-feira.
    CLÉVERSON ISRAEL MINIKOVSKY

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